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por Kariny Martins

A fotografia já é uma arte bastante difícil para se dominar em terra firme, quem dirá debaixo d’água. Apesar disso, a britânica Phoebe Rudomino mostra que entende do assunto. 


Além de uma brilhante fotógrafa, ela é também uma ótima mergulhadora e uniu muito bem as duas habilidades.

Phoebe é especializada em fotografia e vídeos subaquáticos, sua lista de créditos no cinema, televisão e publicidade é bastante extensa. Acho que já da pra entender o porquê! 




Durante a década de 1990, a Bienal de Fotografia, organizada pelo fotógrafo Orlando Azevedo (lembram da nossa linda capa dele?! clique aqui para rever!!), agitava o mercado fotográfico de Curitiba. A última, realizada no ano 2000, deixou órfãos os diversos apaixonados pelas câmeras. Pensando nisso, o fotógrafo Guilherme Zawa começou, em 2011, a mobilizar a Semana da Foto em Curitiba.

Em sua segunda edição, o evento está ainda maior e até o dia 25 de novembro a capital paranaense vai respirar fotografia. Cafés, escolas, parques e diversos outros lugares da cidade serão ponto de encontro de fotógrafos profissionais e amadores, curiosos e admiradores deste universo.




A programação inclui workshops, saídas fotográficas, exposições, bate-papos, gincanas e palestras. “Uma das coisas legais da semana é que ela é muito democrática. Tem eventos em várias partes da cidade, muitos deles gratuitos e acessíveis a qualquer pessoa que se interesse por fotografia”, comenta o coordenador geral do evento Guilherme Zawa.
Os destaques da programação são as exposições dos fotógrafos franceses Blandine Chevalier e Pierre Deville, o acervo do colecionador de arte do Museu de Arte Moderna Gil Sibin, o Foto Escambo e as gincanas fotográficas, além das palestras de grandes nomes do ramo como Eustáquio Neves, Rodrigo Braga, Gil Sibin e Valdemir Cunha e do lançamento do livro Luzes da África, de Haroldo Castro.
+ Para ver a programação completa e ficar por dentro de tudo o que vai rolar durante o evento, acesse o site oficial.
Serviço:
II Semana da Foto em Curitiba
Quando: Até 25 de novembro de 2012
Programação, inscrições e mais informações: http://semanadafoto.com.br/

Tim Walker talvez seja um dos mais importantes fotógrafos de moda em atividade hoje. Suas imagens, extravagantes, originais e bem humoradas, são sempre permeadas por um tom surrealista e onírico, o que torna seu trabalho absolutamente único.




Na exposição Tim Walker: Story Teller, em cartaz na Somerset House de Londres, 175 imagens do fotógrafo estão reunidas e revelam toda sua habilidade em narrar histórias fantásticas com apenas um clique. Enquanto observa as fotos, o público também pode conferir de perto alguns dos objetos cênicos que Tim usa em suas mega produções. Tim Walker: Story Teller fica em cartaz até o dia 27 de janeiro de 2013. Se estiver passando por perto, não deixe de visitar!








Tim Walker: Story Teller
Quando: de 18 de outubro de 2012 a 27 de janeiro de 2013
Onde: Somerset House - Londres
Mais infos aqui.
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Pense bem: se você tivesse uma câmera em mãos e só pudesse tirar uma única foto com ela, o que você registraria? Essa é a ideia do app One Memento que, depois de usado pela primeira vez, se torna inútil como câmera.
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Inicialmente, parece bobagem e pouco útil. Mas se levarmos em conta a proliferação de imagens insignificantes que o digital nos trouxe, refletir um pouco sobre o que fotografar e compartilhar com os outros não soa tão irrelevante assim.
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Com o One Memento, você tira a foto, edita e, se considerar que a imagem é boa o suficiente (você tem duas horas para isso), pode publicá-la na galeria exclusiva do projeto, com espaço limitado para 250.000 imagens do mundo todo. Cada usuário pode enviar apenas uma fotografia e, uma vez divulgada, esta não pode mais ser editada ou apagada.
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O app está disponível na Apple App Store e, por enquanto, é gratuito. Mas antes de clicar, pense bem, ein?

A exposição Shadow and Lights do fotógrafo baiano Christian Cravo é uma imersão no passado, raízes e motivações de tudo o que nos liga ao continente africano. Em cartaz a partir de amanhã na galeria Throckmorton Fine Arts, de Nova York, Shadow and Lights é resultado de uma viagem que Cravo fez pela Namíbia, Botsuana, Zâmbia, Quênia e Tanzânia no ano passado. As 29 obras da exposição revelam detalhes sutis da natureza exuberante do continente e nos apresentam uma visão singular sobre o berço de todas as civilizações.






Um dos retratos mais bonitos de Paulo Leminski é o que estampa a capa da terceira edição de Catatau, seu romance-ideia lançado em 1975. Na imagem em preto e branco com fundo infinito, ele aparece sentado, completamente nu, e tem o sexo encoberto por suas pernas cruzadas. Seus pés, em primeiro plano, lembram os pés de Abaporu, obra de Tarsila do Amaral em referência ao “homem que come gente”, símbolo do movimento antropofágico brasileiro. A fotografia, que sintetizou a alma devoradora do poeta curitibano, foi clicada por Dico Kremer, seu amigo de longa data e companheiro de profissão quando atuavam no mercado publicitário.


A exposição Convivência, em cartaz na Biblioteca Pública do Paraná a partir de amanhã, reúne este e outros 20 retratos – muitos deles inéditos - produzidos por Dico Kremer e revela, direta e indiretamente, a intimidade dos dois amigos e o cotidiano do poeta. A mostra é uma homenagem ao aniversário de Leminski, nascido em 24 de agosto.

Convivência - Exposição com 21 fotografias de Paulo Leminski, por Dico Kremer
Quando: de 24 de agosto a 28 de setembro
Onde: Hall térreo da Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133 – Curitiba/PR)
Quanto: entrada franca

Lembra dos 5 amigos que tiraram a mesma fotografia por 30 anos? Pois é! A fotógrafa Wilma Hurskainen criou o projeto Growth, no qual reconstruiu e refotografou imagens que seu pai havia tirado dela e de suas três irmãs quando crianças. A composição das fotos é a mesma, e as posições, expressões dos rostos das meninas também.








Um álbum de fotografias, de certa forma, também tem a cara do fotógrafo, não só da pessoa retratada. Montar um álbum com suas fotos é prazeroso por trazer lembranças que talvez fossem esquecidas sem os retratos. Recordar é viver! Então o que pode ser mais nostálgico do que organizar as fotos da infância, de uma viagem?



Bleubird é o blog de James, moradora do Texas, mãe de três filhos lindíssimos (o quarto está a caminho) e esposa de Aubrey, com quem se casou há pouco tempo. De todas as seções de fotos que ela posta por lá, as mais encantadoras são, sem dúvidas, as do dia de seu casamento. Uma cerimônia de extremo bom gosto, com toques vintage na decoração, amigos, música e amor… Muito amor!
















Mais? Tem aqui.

Conhecemos a fotógrafa Pétala Lopes no Facebook, e nos encantamos com a delicadeza de seu trabalho. A carreira profissional de Pétala começa na ImageMagica, organização sem fins lucrativos que, por meio da fotografia, busca a transformação social. Como assistente do fotojornalista João Wainer, aprendeu a importância de desenvolver uma linguagem própria. Hoje, mais madura, busca na intimidade, na sexualidade e no universo feminino a inspiração para seus trabalhos. Para saber um pouco mais sobre o processo criativo da moça, conversamos com ela por e-mail.
INVENTA - Pétala é teu nome mesmo? Tem alguma história por trás dele?
PÉTALA LOPES - Pétala foi um apelido carinhoso que uns amigos me deram depois de uma viagem, por causa de um desses caras que vendem artesanato na rua, sabe? O cara era um sábio e ficamos amigos. De tanto falar dele para meus amigos, eles acabaram indo conhecê-lo, e bem nesse dia ele me comparou com uma pétala de flor. Daí, na sacanagem, meus amigos passaram a me chamar assim. E eu abracei a ideia.
IVT - Por que a fotografia?
PL - Fotografia pra mim é como uma voz a mais. Descobri essa paixão na época de colégio e não consegui mais largar. O mais legal é que tudo foi me levando a fotografar, foi fluindo… Vi que muitas vezes me expressava melhor com fotos do que falando. Gosto também da beleza e acho incrível as lembranças que carregamos. Nada melhor do que a fotografia para nos ajudar a não esquecê-las.

IVT - Tuas fotografias têm uma atmosfera bastante íntima. O que inspira o direcionamento do teu olhar?
PL - O amor me inspira, a vida me inspira. Tenho bastante dificuldade em ser superficial. Deve ser por isso que minhas fotos são quase um mergulho dentro das coisas e das pessoas. Sinto necessidade de conhecer o que fotografo e memorizar pequenas relações e grandes sentimentos, ou vice versa.
IVT - Você se profissionalizou pela ImageMagica, uma escola que acredita no poder transformador da fotografia. O teu trabalho, de algum modo, cumpre esse papel?
PL - Também acredito no poder transformador da fotografia e acho essencial existir organizações como a ImageMagica para transmitirem essa ideia. Sou fã do trabalho deles. Porém, meu trabalho vem tão de dentro de mim, que seria equivocado dizer que espero algum resultado ou que tenho como prioridade mudar alguma realidade. Eu sinto e crio, e o que nasce depois disso é consequência. O mais bacana é se surpreender com as respostas dos outros, ver que minha arte faz alguém sentir algo. Fico muito feliz quando isso chega até mim.
IVT - E na parceria que você desenvolveu com o João Wainer enquanto assistente dele, qual foi o aprendizado mais importante?
PL - Pô, o João foi essencial. Na época foi meu primeiro contato com o mercado de foto, foi quando eu descobri como funcionava essa profissão. Mas cá entre nós, naquela época eu estava perdidinha, e foi quando comecei a reparar o quanto é importante um fotógrafo descobrir a sua própria linguagem. Até hoje ele é presente e é uma pessoa que posso contar.

IVT - Você participa também de dois coletivos, Mona e Grafo. Quais as contribuições desse processo de produção colaborativo para a tua identidade como fotógrafa?
PL - A troca, principalmente. Em ambos os coletivos posso compartilhar ideias e criar junto de pessoas que possuem um trabalho que acredito, que me inspiro. O Mona tem o lance de todo mundo fotografar um mesmo tema, trazer a criatividade à tona, se movimentar. E tem aquilo de sermos todas mulheres e querermos levantar a bandeira das meninas na fotografia. Coisa que acredito muito. Porque a fotografia é sim um mercado bem masculino.
Já o Grafo, é a visão da arte na moda. Onde consigo focar mais o lado comercial sem ser superficial, pois não abandono minha linguagem. Posso trabalhar moda com o coração.
IVT - O que define um bom fotógrafo?
PL - Um bom fotógrafo é aquele que se deixa sentir antes de qualquer coisa. Cada foto que faz acaba sendo quase um xerox dele mesmo, acaba se doando para o universo que está fotografando. Robert Capa dizia que, quando as fotos não estão totalmente boas, é porque não estamos perto o suficiente. Acredito muito nisso.
E tem o outro lado, que não é menos importante, que é o cara saber do que tá falando, né? Como em qualquer outra profissão. Você precisa ter referência, estudar.

IVT - Se não fotografia, com o que você gostaria de trabalhar?
PL - Sabe que andei me perguntando isso há pouco? Penso que nada me preenche mais que a fotografia. Mas se não fosse, com certeza não sairia do mundo das artes.

Luke Evans e Josh Lake, estudantes de fotografia da Universidade de Kingston, no Reino Unido, apresentaram com o projeto Inside Out um novo modo de registrar imagens.


Eles cortaram um filme 35mm em pequenos fotogramas, os engoliram e deixaram seus organismos fazerem o resto do trabalho. No escuro, expeliram os pedaços e revelaram as imagens com a ajuda de um microscópio eletrônico. Olha como ficou:






Ainda dá tempo de conferir a mostra de fotografia contemporânea da SIM Galeria de Arte. A Inventário da Pele fica em cartaz até o dia 02 de junho e reúne obras de nove artistas brasileiros. Eles usaram técnicas históricas de ampliação para expandir os meios de expressão pela fotografia.


A exposição tem curadoria de Eder Chiodetto e reafirma o caráter inovador empregado pela SIM, assim como o compromisso da galeria com uma arte renovada. A SIM Galeria de Arte abre durante a semana das 10 às 19 horas e, aos sábados, das 10 às 17 horas.

Inventário da Pele - Fotografia Contemporânea Brasileira
Artistas: Rosângela Rennó, Cássio Vasconcellos, Kenji Ota, Tony Camargo, Cris Bierrenbach, Romy Pocztaruk, Cristiano Lenhardt, Julia Kater e Leticia Ranzani.
Quando: até 02 de junho, 19h
Onde: SIM Galeria - Al. Pres. Taunay, 130A - Curitiba/PR
Funcionamento: de segunda a sexta das 10h às 19h, e aos sábados das 10h às 18h
Desconstruir para reconstruir: assim é a arte de Michael Mape. O fotógrafo retrata seus personagens inúmeras vezes e, em seguida, os separa em pedaços. Um olho para cá, um pedaço de lábio para lá e depois insere cada uma dessas partes em frascos e tubos de ensaio. Ao final, reorganiza tudo em caixas de vidro. O resultado é incrível:







Finalizado em maio desse ano, o projeto 1 to 100 Years do belga Edouard Janssens reúne fotografias de 100 homens e 100 mulheres de um a cem anos de idade. O objetivo, como explica o artista em seu site, era mostrar o envelhecimento como um processo natural e positivo, e criar, de algum modo, um elo entre as tantas gerações retratadas.

Ele conta também que não escolheu nenhum dos participantes - todos os rostos de 1 to 100 Years são de voluntários que se dispuseram a contribuir com a série por meio de cadastro online. Somente o número 50 entre os homens é um escolhido: Janssens retratou a si mesmo.
Confira os vídeos com todas as imagens em sequência:

O fotógrafo francês JR, vencedor do TED 2011 pelo projeto Inside Out, e o artista norte-americano José Parlá, famoso por suas pinturas tipográficas, uniram forças e produziram uma linda exposição pelas ruas de Havana, Cuba.



Wrinkles Of The City insere retratos de moradores locais, pessoas comuns e de vida simples nos muros e edifícios das cidades onde vivem. A primeira edição do projeto ocorreu em Shangai e a segunda em Los Angeles. Na capital cubana, integram a 11ª Bienal do país.


