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Depois de dois anos sem um festival de cinema, a capital paranaense retorna ao circuito nacional com a primeira edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. O evento ocorre entre 29 de maio e 04 de junho de 2012 em diversas salas espalhadas pela cidade.
A proposta do Olhar de Cinema é exibir cerca de 70 filmes longa e curtas metragens nacionais e internacionais em mostras competitivas e não competitivas. Além dos filmes, o festival também promove seminários e três oficinas voltadas à sétima arte. A programação é inteiramente gratuita e promete a união de olhares experientes com a visão de quem está apenas começando.
O filme escolhido para abrir o festival é o premiado Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz. Dirigido por Joel Pizzini, o longa venceu a 17ª edição do Festival É Tudo Verdade na categoria de Melhor Documentário Brasileiro e recria o ideário do cineasta catarinense Rogério Sganzerla por meio dos signos recorrentes em sua filmografia: Orson Welles, Noel Rosa, Jimi Hendrix e a antropofagia de Oswald de Andrade.

Um dos cineastas mais significativos do país, Rogério Sganzerla se tornou conhecido pelos clássicos O Bandido da Luz Vermelha (1968) e A Mulher de Todos (1970), sucessos de bilheteria e de crítica. Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz é um mergulho na obra transgressora do cineasta e faz um importante mapeamento histórico do audiovisual brasileiro.
A cerimônia de abertura do Olhar de Cinema com exibição de Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz será no dia 29 de Maio, às 19h, no Teatro Guairinha (Rua XV de Novembro s/n). A entrada é gratuita.
Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba
Quando: de 29 de maio a 04 de junho de 2012
Onde: diversos locais
Entrada Gratuita


Quem passar por São Paulo até o primeiro dia de Abril ainda tem chance de conferir a exposição Quero Ser Marilyn Monroe!, que homenageia a icônica artista americana. São fotografias e quadros na mostra, todos buscando explorar ao máximo o status míticos da sex symbol. Mais do que isso, a Cinemateca Brasileira ainda traz filmes e documentários especialíssimos no assunto.


Cinquenta anos após a morte de Monroe, a exposição já rodou o mundo com suas 125 obras, divididas entre mais de 50 artistas - entre eles, nomes de peso como Henri Cartier-Bresson, Cecil Beaton e, claro, Andy Warhol. Sua realização brasileira conta com adição de Vik Muniz, único artista nacional. E conferir tudo isso ainda é de graça!

Quero Ser Marilyn Monroe!
04 de março a 1º de abril
Segunda a domingo, das 10h às 22h
Entrada gratuita
Cinemateca Brasileira - Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, São Paulo - SP
www.marilynmonroe.com.br

Os grandes nomes da ilustração para cinema ao alcance dos brasileiros. A oportunidade quem oferece é a revista Zupi em parceria com a escola Melies e a Schoolism LIVE. Eles trazem a São Paulo três artistas que são referência em animação para workshops imperdíveis: Bobby Chiu, Stephen Silver e Francisco Herrera.
Bobby Chiu é de Taiwan e já trabalhou em projetos da Warner Bros e da Disney. Foi também quem criou o concept art para Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton. No dia 10 de fevereiro, ele concede um workshop de desenho tradicional. E no dia 14 do mesmo mês, aborda a pintura digital.


Também no dia 14, workshops com Stephen Silver e Francisco Herrera. Silver é conhecido pela produção das séries Kim Possible e Danny Phantom. Por aqui, ele ensina o que sabe melhor: design de personagens.


Já o mexicano Herrera traz na bagagem os trabalhos que realizou para a DC Comics, Marvel e Dreamworks. Seu workshop será sobre ilustração e quadrinhos.


As vagas são limitadas, por isso garanta logo a sua. Mais informações aqui.

Os créditos iniciais de um filme, além de revelar a ficha técnica da produção, têm a função de preparar o público para o que está por vir. A ideia é criar uma espécie filme dentro do filme carregado de informações simbólicas, visando um impacto visual que, desde o começo, prenda a atenção do espectador.
No cinema mudo, as aberturas eram feitas em cartazes, manualmente, e serviam para explicar as imagens vistas na tela, assim como inserir algumas falas dos atores. Somente na década de 50 foi que a arte dos créditos iniciais se aprimorou. Quem revolucionou a técnica, foi Saul Bass (de quem já falamos aqui). Logo depois dele, surgiu o não menos importante Pablo Ferro.
Pablo inovou ao usar o chamado “corte rápido” ou “corte seco”, técnica na qual não há continuidade, transição de uma imagem para outra. Também ousou com a montagem “split-screen”, em que a tela se divide em várias imagens. Anos depois, suas técnicas foram adotadas pela MTV na criação da linguagem dos videoclipes. Justamente por isso, hoje Pablo é chamado de “o pai da MTV”.

Durante sua carreira, o cubano criado em Nova Iorque assinou as aberturas e trailers de filmes como Dr. Strangelove (Stanley Kubrick), Beetlejuice (Tim Burton), Laranja Mecânica (Stanley Kubrick) e também do filme-concerto Stop Making Sense, da banda Talking Heads. Poucos nomes de uma extensa lista. O que ainda deixa a pergunta: quem, afinal, é Pablo Ferro?



A resposta quem buscou foi o brasileiro Richard Goldgewicht. Seu primeiro longa, “Pablo”, mistura animação e documentário para contar a vida e a obra de Pablo Ferro. Tudo feito bem ao estilo do designer gráfico, com depoimentos de grandes amigos e companheiros de trabalho seus, como Stanley Kubrick, Angelica Huston, Andy Garcia e Stan Lee.
Pablo demorou sete anos para ficar pronto. Sua estreia mundial será no Internatiotal Film Festival de Rotterdam, em uma mostra especial que reúne filmes experimentais. Tomara que chegue logo por aqui…

Uma seleção de curta-metragens premiados, disponibilizados a qualquer pessoa que se disponha a organizar uma sessão. O Future Shorts Films Festival começou em Londres em 2003 e hoje se espalha por mais de 50 cidades ao redor do mundo. Inovador e alternativo ao modelo tradicional de festivais do gênero, é reconhecido por cineastas, pela indústria e pela mídia internacional como um evento de ponta na promoção de filmes de curta duração.

O objetivo do evento é reunir público, cineastas e colaboradores para promover a conexão e troca de ideias criativas. Assim, o Future Shorts Films Festival quebra barreiras e convenções, unindo diversas culturas em uma única experiência fílmica.


Esse ano, no Brasil, duas sessões serão exibidas: Rio de Janeiro (20 de janeiro, na Cinemateca do MAM) e Curitiba (29 de janeiro, no Blues Velvet Bar). Na programação, os curtas The Eagleman Stag, de Michael Please, vencedor do BAFTA de melhor curta de animação e ganhador do Prêmio Especial do Júri no SXSW; God of Love, de Luke Matheny, vencedor do Oscar de melhor curta metragem de 2011; Deeper Than Yesterday, de Ariel Kleiman, vencedor do Prêmio de Internacional de Curta-metragem do Festival Sundance; e Incident By a Bank, de Ruben Östlund, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim.
Sinopses e mais informações aqui.


Sessão no Rio de Janeiro
Local: Cinemateca do MAM – Avenida Infante Dom Henrique, 85
Data: 20 de janeiro de 2012 (sexta-feira)
Horário: 18h30 (abertura); 19h00 (sessão de filmes); 21h00 coquetel
Entrada: R$ 5,00 (incluso coquetel)
Obs.: A sessão será apresentada por Hernani Heffner (professor, pesquisador e preservador de cinema).
Sessão em Curitiba
Local: Blues Velvet Bar - Rua Trajano Reis, 314
Data: 29 de janeiro de 2012 (domingo)
Horário: 18h (abertura); 18h30 (sessão de filmes); 21h (discotecagem)
Entrada: R$ 5,00 para a sessão de filmes ou R$ 7,00 somente para a discotecagem e R$ 10,00 para o passaporte - sessão de filmes + discotecagem.
Obs.: Após a sessão ocorrerá uma discotecagem de rock britânico com Cnrd Massami.

A película Super 8 surgiu nos anos 60 e foi responsável pela democratização do fazer cinema. A Kodak, sua criadora, lançou-a no mercado com o slogan “aperte o botão que nós fazemos o resto” e promoveu uma verdadeira revolução na sétima arte. Nas décadas de 70 e 80, por seu baixo custo e facilidade de manuseio, o Super 8 se tornou o queridinho das produções caseiras e dos cineastas iniciantes ou não que queriam experimentar novas formas de produção.
A Caixa Cultural, buscando resgatar esse formato cinematográfico, promove de 29 de setembro a 02 de outubro o 7º Curta 8 - Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba. O evento, único na América Latina, apresenta quatro dias de programação gratuita em uma mostra competitiva e mostras paralelas, com mais de 60 filmes produzidos em Super 8 de países como a Argentina, Bélgica, Brasil, Colômbia, Espanha, França, Holanda e Portugal.

Os filmes serão exibidos em película e em digital. As produções em película fazem parte da Mostra Competitiva. Trata-se de uma proposta feita aos diretores participantes da Oficina de Super 8 para que filmassem em “tomada única”. Cada um deles recebeu um cartucho de Super 8 e, baseados em um roteiro livre, deveriam editar o material no gatilho da câmera. O resultado final é uma surpresa tanto para os realizadores, quanto para o público que for prestigiar o festival, pois os cartuchos são revelados pela organização e exibidos apenas na data (29/09 – quinta-feira).


Em digital estão os filmes que integram as Mostras Paralelas. A primeira delas abre o festival e exibe as produções do Grupo Experimental de Cinema Primeiro Plano, formado pelo trio Fernando Severo, Peter Lorenzo e Rui Vezzaro.
Na sexta é a vez da mostra O Super 8 em Pernambuco, com dez filmes pernambucanos realizados de 1974 a 1982 por cineastas como Paulo Bruscky (artista plástico) e Geneton Moraes Neto (jornalista que já ocupou as funções de editor-executivo do Jornal Nacional e editor-chefe do Fantástico).
No sábado a belga Isabelle Wuilmart faz a estreia mundial de seu longa-metragem A Odisseia e apresenta também uma sessão com uma retrospectiva de seus curtas.
O encerramento, no domingo, pede a participação do público. Todos são convidados a contribuir para o 2º Home Movie Day Curitiba – o Dia do Filme Caseiro levando suas memórias de casamentos, batizados, aniversários em família, etc. Serão exibidos também quatro filmes de Leonardo Crescenti, um dos realizadores mais representativos da década de 80. Depois de um bate-papo com o diretor, a premiação da Mostra Competitiva.

Mais do que um exercício nostálgico, o Festival Super 8 resgata o prazer – talvez esquecido – de contar histórias de maneira despretensiosa e apaixonada. Vale a pena embarcar nesse processo de reencantamento pelo cinema.
Para mais informações e programação completa, clique aqui.
por Mateus Ribeirete
foto divulgação / Gazeta do Povo

A partir de 22 de julho, o diretor Adriano Justino terá duas obras em exibição na Cinemateca, ambas relacionadas a uma mesma época. Em 1975, uma geada implacável tratou de desfalcar a economia paranaense, arruinando cultivos do interior do estado. Daí surge Geada Negra, documentário de média-metragem que permanecerá em cartaz até o dia 28.
Por outro lado, a neve que encantou a capital dá origem a O Dia da Neve, que discorre sobre o momento em que nevou em Curitiba. A data não foi selecionada por acaso: no dia 17 de julho, completaram-se 35 anos do feito. Geada Negra já foi exibido em circuito comercial e pode ser adquirido no site da distribuidora Moro Filmes.
Serviço
Exibição dos filmes “Geada Negra” e “O Dia da Neve”, de Adriano Justino.
Datas e horários: de 22 a 28 de julho, com sessões às 15h45 (exceto no dia 25), 18h e 20h.
Ingresso: R$ 5 (inteira), R$ 2,50 (meia) e R$ 1 (aos domingos).
Local: Cinemateca de Curitiba - R Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco / Curitiba (PR)
+ (41) 3321-3252 e 3321-3270
Classificação: livre
por Felipe Gollnick
foto Marco Novack / Divulgação

Horror. Talvez nada identifique melhor a cia. Vigor Mortis do que essa palavrinha tão curta e estrondosa. Paulo Biscaia e sua trupe o utilizam como forma de linguagem artística, e qualquer pessoa que tenha visto as já clássicas encenações de peças como Morgue Story, Graphic e Hitchcock Blonde sabe o que isso quer dizer. Medo, loucuras e sangue estão sempre presentes nas tramas desse grande grupo curitibano que começou no teatro e nos últimos anos tem se aventurado — com muito êxito — na telona.

É mais ou menos nessa linha que vem o mais novo lançamento da Vigor Mortis: o longa-metragem Nevermore — três pesadelos e um delírio de Edgar Allan Poe. Trata-se, na verdade, de uma reunião de quatro curtas-metragens baseados nas obras do escritor norte-americano. Berenice, Moreia, Ligella e O Corvo são os títulos que formam Nevermore e que devem descarregar no espectador doses generosas de suspense e tensão. Prato cheio para quem gosta.
Nevermore tem a sua pré-estreia marcada para essa quinta-feira, dia 9 de junho, às 20h na Cinemateca de Curitiba, com entrada franca. Depois disso, o filme fica em cartaz no mesmo local entre os dias 10 e 16 de junho, com sessões às 15h45, 18h e 20h e ingressos a R$5 (inteira) e R$2,50 (meia-entrada).
Serviço:
Pré-estreia do fime “Nevermore – Três Pesadelos e um Delírio de Edgar Allan Poe”
09 de junho (quinta-feira), às 20h, em sessão comentada pelo diretor Paulo Biscaia Filho
Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1174 – bairro São Francisco).
Informações: (41) 3321-3252 e 3321-3270
Entrada franca
Duração: 52 minutos