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Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba

por Priscilla Scurupa 

Depois de dois anos sem um festival de cinema, a capital paranaense retorna ao circuito nacional com a primeira edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. O evento ocorre entre 29 de maio e 04 de junho de 2012 em diversas salas espalhadas pela cidade. 

A proposta do Olhar de Cinema é exibir cerca de 70 filmes longa e curtas metragens nacionais e internacionais em mostras competitivas e não competitivas. Além dos filmes, o festival também promove seminários e três oficinas voltadas à sétima arte. A programação é inteiramente gratuita e promete a união de olhares experientes com a visão de quem está apenas começando.

O filme escolhido para abrir o festival é o premiado Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz. Dirigido por Joel Pizzini, o longa venceu a 17ª edição do Festival É Tudo Verdade na categoria de Melhor Documentário Brasileiro e recria o ideário do cineasta catarinense Rogério Sganzerla por meio dos signos recorrentes em sua filmografia: Orson Welles, Noel Rosa, Jimi Hendrix e a antropofagia de Oswald de Andrade. 

Um dos cineastas mais significativos do país, Rogério Sganzerla se tornou conhecido pelos clássicos O Bandido da Luz Vermelha (1968) e A Mulher de Todos (1970), sucessos de bilheteria e de crítica. Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz é um mergulho na obra transgressora do cineasta e faz um importante mapeamento histórico do audiovisual brasileiro. 

A cerimônia de abertura do Olhar de Cinema com exibição de Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz será no dia 29 de Maio, às 19h, no Teatro Guairinha (Rua XV de Novembro s/n). A entrada é gratuita. 

Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

Quando: de 29 de maio a 04 de junho de 2012 

Onde: diversos locais

Entrada Gratuita

Confira a programação completa aqui.

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Petit Gourmet

por Priscilla Scurupa

Um mini-chef para chamar de seu. Tentador, não é? Não, não estou falando de roedores. (Apesar de o Remy, de Ratatouille, ser um fofo). Um mini-chef mesmo, com toda a habilidade para auxiliar no preparo das mais diversas delícias. O seu pequeno, aquele que além das aulas de natação, futebol e ballet, agora pode também ter aulas de culinária. 

A ideia nós recebemos por e-mail e, imaginando a alegria da criançada em colocar a mão na massa, resolvemos compartilhar. Quem mandou foi o pessoal da Versadas, assessoria doméstica e empresarial. O curso, voltado especialmente para crianças de 7 a 10 anos de idade, leva o nome de Culinária Interativa. São dois módulos, de 3h/aula cada, para aprender brincando a preparar bebidas, bolos e diversos lanches. 

Confira os detalhes:

Módulo I (26 de maio – sábado)

- Bolinhas de frutas

- Vitamina de frutas

- Panini

- Tacos de salpicão

- Cupcake

Módulo II (02 de junho – sábado)

- Smoothie

- Bolinho delícia doce

- Bolinho delícia salgado

- Doguinho

- Mini pizza

As aulas serão ministradas das 14h às 17h por um chef da Versadas.

Mais informações? Aqui e pelo telefone (41)3078-3312. 

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Ah, e se você também tiver dicas como essa, nos envie por e-mail! Adoramos receber sugestões de temas, eventos e coisas legais :) O endereço é: inventa@iemecomunicacao.com.br

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Vida aos objetos

por Priscilla Scurupa

Quem passou pelos arredores da Praça Tiradentes ou da Boca Maldita nessa segunda-feira, certamente não deixou de notar os dois enormes saca-rolhas de três metros e meio de altura colocados no caminho dos curitibanos. Os objetos, ao contrário do desejo de muitos, não servirão para uma garrafa de vinho gigante e são, na verdade, o disfarce de graciosas bailarinas. Eles integram o Festival Internacional de Teatro de Objetos (FITO), que acontece entre os dias 25 e 27 de maio, no Museu Oscar Niemeyer.

Aniele Nascimento/Agência de Notícias Gazeta do Povo

O evento ocorre pela primeira vez em Curitiba e utiliza a modalidade de Teatro de Objetos, pouco explorada no Brasil, mas muito popular na Europa. Com a técnica, coisas comuns que usamos no cotidiano, são transformadas em personagens e instrumentos musicais. 

Participam do FITO treze grupos de sete países como França, Argentina, Itália, Israel, Holanda, Espanha e Brasil em mais de 60 apresentações. Serão espetáculos, performances e atrações musicais, como é o caso de Pinipan, espetáculo musical do mestre da percussão, Naná Vasconcelos, que usa pinicos e panelas para fazer música; e Música/Contramúsica, show-performático do baiano Tom Zé que utiliza liquidificadores, rádios, máquinas de escrever, enceradeiras, gravadores, teclados e garrafas para compor arranjos e orquestrações. 

O público também poderá participar de duas oficinas e uma conferência, todas oferecidas gratuitamente na sede do SESI Cultural, realizador do festival. 

Festival Internacional de Teatro de Objetos (FITO)

Quando: dias 25, 26 e 27 de maio

Onde: Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico) | Oficinas e conferência serão ministradas no SESI Cultural (Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)

Entrada Franca

Programação completa e mais informações no site oficial do evento.

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Curitiba sob novas perspectivas

por Priscilla Scurupa

No dia 29 de março, Curitiba completa 319 anos e as comemorações se espalham pela cidade. Uma das homenagens mais bonitas e que melhor retrata esses mais de três séculos de história é a série fotográfica 24 Horas Sob seu Olhar, promovida pela Gazeta do Povo. 

Antonio Costa/Gazeta do Povo

Antonio Costa/Gazeta do Povo

Antonio Costa/Gazeta do Povo

Os repórteres do jornal foram desafiados a retratar de modo pessoal um dia em Curitiba. O desafio começa a ser publicado hoje (22 de março) e termina na quarta-feira da semana que vem (28 de março). Os dois primeiros ensaios são de Antonio Costa, que registra as chuvas e o transporte coletivo local e Daniel Castellano, que apresenta o centro da cidade reinventado com a técnica tilt shift. Nos dias seguintes participam Albari Rosa, Felipe Rosa, Alexandre Mazzo, Priscila Forone, Antonio More, Hugo Harada, Letícia Akemi, Daniel Caron, Marcelo Andrade e Henry Milléo

Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Acompanhe o 24 Horas Sob seu Olhar por aqui.

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Curitiba Baixa Gastronomia

por Priscilla Scurupa

Quando o jornalista André Barcinski publicou a ideia de um “Guia da Culinária Ogra” em seu blog, certamente não imaginava a repercussão da proposta e muito menos que ela ganharia vida pelas mãos de dois curitibanos. Foi durante uma conversa no Bar Palácio que os amigos Guilherme Caldas e Rafael Martins uniram a fome à vontade de compartilhar e criaram um mapa colaborativo de bares, restaurantes e lanchonetes em Curitiba que encaixassem no perfil “Baixa Gastronomia”. O mapa cresceu, virou uma comunidade no Facebook intensamente movimentada e, recentemente, um blog

Era um sábado pela manhã e nosso encontro com Guilherme Caldas, um dos nomes por trás da Candyland Comics e fiel colaborador da Inventa, estava marcado na rua Saldanha Marinho, número 407. A panificadora Fênix está ali há quase 30 anos e é conhecida entre os curitibanos por preparar um dos melhores mistos-quentes da cidade. Não chegamos a provar da iguaria que, a julgar pela lotação dos bancos em torno do balcão, faz jus a fama. A pé, partimos em busca de outro rumo. Descendo a Ermelino de Leão, passamos pelo Gato Preto, também um ícone da baixa gastronomia local, famoso por sua costela assada, salvadora dos madrugueiros famintos.  Nosso próximo destino seria o Ligeirinho, na Carlos de Carvalho, que tem como prato principal a porção de testículos de touro, mas o bar só abriria depois do meio-dia. Nos restava então o Triângulo, abrigo da boemia curitibana desde 1934. Sentamos debaixo dos toldos roxos em pleno calçadão da XV de Novembro e, finalmente, começamos a conversa.

INVENTA - O que é Baixa Gastronomia?

GUILHERME CALDAS - O conceito não é fechado. Baixa gastronomia antes de tudo, não é restaurante pé-sujo, não é só comida de boteco. O que a define são características como: lugar sem frescura, sem penduricalhos; bom atendimento, aquela cara de coisa honesta; não precisa ser barato; e a gente preza por lugares que tenham uma curitibanidade, que ajudem a formar a alma da cidade. 

IVT - Existem subcategorias dentro da baixa gastronomia?

GC - No blog da Gazeta do Povo, por uma questão de organização, fomos obrigados a criar subcategorias. Se eu pudesse, faria uma coisa mais en passant, ao acaso. Mas acabam existindo as subcategorias. Temos “comida de rua”, “aberto aos domingos”, “mapa da baixa gastronomia” (para aquelas coisas que a gente não sabe classificar), boteco, restaurante e “na madrugada”. Acho que breve podemos criar também a categoria “troféu solo sagrado” para lugares como o bar Palácio [risos].

IVT - Como se dá a escolha dos lugares a conhecer, vocês partem das indicações?

GC - Nessa etapa, partimos sempre das indicações. A participação é tanta, são tantas indicações, que fica difícil partir de um pressuposto pessoal. 

IVT - Existem lugares relativamente caros que ainda assim podem ser considerados Baixa Gastronomia?

GC - Sim, aqui é um, por exemplo [Bar Triângulo]. Esse chope deve custar uns R$7. Mas gosto do lugar, desse toldo roxo, desse ambiente. O valor não importa, importa o atendimento, essa coisa da curitibanidade. 

IVT - A questão colaborativa do guia da Baixa Gastronomia pode alterar os discursos, as impressões sobre os lugares?

GC - Acredito muito nisso. É o ponto central da brincadeira toda, na verdade. A questão colaborativa, da transformação do discurso, do olhar e a redescoberta da cidade. Se não fosse por isso, seria só mais uma lista de botecos. Eu mesmo passo por essa reinvenção, por essas descobertas. Há lugares que voltei a frequentar depois de muitos anos e conheci pelo menos uns 10 lugares novos. E são lugares que eu jamais saberia da existência, não fosse o guia. O Lanches Itália, a Pastelaria Brasileira, por exemplo, passava na frente todos os dias e nunca tinha reparado. 

IVT - Inclusive o teu círculo de contatos se expande, não?

GC - Com certeza. Conheci muita gente também. Acaba se tornando algo como “A Ordem da Baixa Gastronomia” [risos]. No último rally da coxinha que fizemos, era um dia de muita chuva, estávamos de bicicleta. Conferi a ordem Conan aos valentes que compareceram. 

IVT - Como foi esse rally da coxinha?

GC - Pedalamos por 25km dentro da cidade, passando por cinco lugares diferentes para comer a coxinha que eles servem. O roteiro foi decidido por votação, no grupo do Facebook. Começamos na confeitaria A Familiar, passamos pelo Goethe, que estava fechado, de lá fomos para a Bombocado, para a pastelaria Sato e por último a confeitaria Edelweiss. Chegou uma hora que ninguém aguentava comer. Ainda bem que tinha esse tempo de pedalada entre uma coxinha e outra. 

IVT - Vocês não têm medo de perder o controle do grupo, de que a coisa chegue a uma proporção muito grande? O próprio André Barcinski, quando criou o conceito de “culinária ogra”, provavelmente não imaginava que dois caras de Curitiba abraçariam a ideia e fariam um guia da baixa gastronomia local. 

GC - Já perdemos o controle. Mas é assim mesmo. Começamos o guia e agora ele cresce como tem que crescer. O que o André fez foi algo muito legal, ele criou uma forma de ativismo, provocou transformações, fez política por meio da gastronomia. O mesmo ocorre com o Jamie Oliver. O livro “Revolução na Cozinha” é o único livro de auto-ajuda que realmente ajuda! Eu não cozinhava, minha mulher também não e, depois de ler o livro, a gente resolveu preparar nossas refeições. O que o livro propõe é que comer bem é uma questão de segurança nacional. E a única maneira de comer bem, é preparando o seu próprio alimento. Não é difícil viver uma vida melhor. Você sabendo cozinhar alguns pratos, já eleva tua qualidade de vida. Isso pra mim é a verdadeira baixa gastronomia. Coisas simples, mas de qualidade.

IVT - A baixa gastronomia contribui de alguma forma para a alta gastronomia?

GC - Não acredito nessa dicotomia. Acredito na desmistificação da frescura, na extinção desses lugares que criam ambientes que na verdade não existem, cenografados. Claro, uma coisa se distingue da outra. Mas prefiro pensar que as duas existem simultaneamente e de forma muito dinâmica. As indicações que recebo, grande parte vêm de chefs renomados.  Eles mesmos não fazem essa separação entre popular e requintado. É tudo gastronomia. 

IVT - Você acha que a baixa gastronomia funcionaria em um evento? Porque muito do que a caracteriza está ligado ao ambiente em que ela é servida.

GC - Essa é uma questão que muita gente vem me fazendo, tentando incentivar a criação desse evento que reúna os restaurantes, botecos e tudo mais. E eu tenho receio, hesito exatamente por esse motivo. Talvez tirar essa comida do contexto faria com que ela fosse descaracterizada. Posso mudar de opinião daqui um tempo quanto a isso, mas por enquanto prefiro deixar as coisas como estão. Curitiba tem uma tendência de “emplayboyzar” as coisas, transformar tudo em praça de alimentação de shopping center. Não quero ser um incentivador desse tipo de coisa. Nada contra as praças de alimentação e os shoppings, mas já existem suficientes. 

IVT - E quais os planos futuros para o guia da Baixa Gastronomia curitibana?

GC - Meu sonho é que o blog se torne uma seção da Tribuna do Paraná. Talvez nunca aconteça, mas eu ficaria muito feliz [risos]. Outra ideia é fazer o mapa impresso da Baixa Gastronomia e criar um aplicativo do guia. Eu não sou muito empreendedor, então espero que essas ideias surjam e se desenvolvam naturalmente. 

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Guilherme Caldas é também um grande parceiro da Inventa. Com Olavo Rocha, publicam na revista a série de quadrinhos “10 Anos Preso num Pesadelo”. Conheça o trabalho deles visitando o site da Candyland Comics.

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SERVIÇO

Bar PalácioRua André de Barros, 500, Centro

Panificadora FênixRua Saldanha Marinho, 407, Centro

Restaurante dançante Gato Preto/Pantera Negra - Rua Ermelino de Leão, 257, Centro

Bar do Ligeirinho - Alameda Doutor Carlos Carvalho, 120 

Bar Triângulo - Rua XV de Novembro, 36

Lanches ItáliaRua Cândido Lopes, 229

Pastelaria BrasileiraRua Cândido Lopes, 156

Confeitaria A FamiliarRua Rocha Pombo, 377

Cantina do Goethe-Institut - Rua Reinaldino S. de Quadros, 33

Confeitaria BombocadoAvenida Senador Souza Naves, 840

Pastelaria Sato - Avenida Nossa Senhora de Lourdes, 931

Confeitaria EdelweissAlameda Augusto Stelfeld, 1631

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Museu da Gravura em Ensaio

por Priscilla Scurupa

No centro de Curitiba, a algumas quadras do Passeio Público, está o Centro Cultural Solar do Barão. O edifício de tom avermelhado abriga parte da história de Curitiba e muito da arte paranaense. Antes residência do Barão do Serro Azul, o espaço é hoje um complexo cultural que reúne o Museu da Fotografia, o Museu da Gravura, o Museu do Cartaz, a Loja da Gravura e a Gibiteca da capital. Por ali, respira-se arte. Tanto pelo rico acervo de artistas nacionais e internacionais, como pelas oficinas e ateliês oferecidos à população durante o ano inteiro.

E foram justamente esses aspectos que mexeram com a fotógrafa da Gazeta do Povo, Priscila Forone, enquanto cobria uma pauta para o jornal no museu. Priscila se encantou pelo local e decidiu voltar para dedicar a ele um olhar mais atento, com tempo suficiente para poder registrar as entranhas do que ali existe. Assim nasceu o projeto que gerou a exposição Museu da Gravura em Ensaio, que estreia nessa terça-feira (13 de março) na Loja da Gravura. São 13 imagens que registram detalhes das marcas deixadas pelos artistas que ocuparam, ao longo do tempo, o Museu da Gravura de Curitiba. As ranhuras das mesas, as maravilhosas marcas do tempo em paredes e janelas, além de detalhes das marcas do uso do espaço pelos artistas, estão na exposição.

Para complementar a programação, inauguram por lá também as mostras Ateliês no Tempo, com obras de diversos artistas que trabalharam ou ministraram cursos e palestras nos ateliês do Museu da Gravura de Curitiba; Múltiplos Ateliês, que apresenta trabalhos encartados no livro Solar da Gravura – 25 Anos dos Ateliês do Museu da Gravura Cidade de Curitiba; Derrapagens, da gaúcha Regina Silveira, um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira; Hacklab Solar, espécie de laboratório de pesquisas sobre cultura digital e uso criativo de tecnologias por Guilherme Soares e Simone Bittencourt; Videomódulos e Planopinturas Iconográficas, de Tony Camargo; e Era uma vez…, com histórias em quadrinhos inéditas de Fúlvio Pacheco.

Exposições no Museu da Gravura e no Museu da Fotografia de Curitiba

Local: Centro Cultural Solar do Barão

Endereço: Rua Carlos Cavalcanti, 533 – Centro

Quando: abertura às 19h do dia 13 de março (terça-feira), permanecendo até o dia 20 de maio de 2012.
Preço: Entrada Franca

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Olhar de Cinema

por Priscilla Scurupa

A notícia merece comemoração: depois de dois anos sem um festival de cinema, a capital paranaense retorna ao circuito nacional com a primeira edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. O evento ocorre entre 29 de maio e 4 de junho de 2012 no Espaço Itaú de Cinema, antes conhecido como Unibanco Arteplex do Shopping Crystal.

A proposta do Olhar de Cinema é exibir cerca de 70 filmes longa e curtas metragens nacionais e internacionais em mostras competitivas e não competitivas. Além dos filmes, o festival também promove seminários e três oficinas voltadas à sétima arte. A programação é inteiramente gratuita e promete a união de olhares experientes com a visão de quem está apenas começando.

Para os interessados em participar do evento, as inscrições estão abertas até o dia 20 de março de 2012. Serão aceitos curtas (até 25 minutos) e longas metragens (mais de 50 minutos) de qualquer lugar do mundo.

A realização do evento é fruto do trabalho da Grafo Audiovisual, produtora local formada por alunos do curso de Cinema e Vídeo na Faculdade de Artes do Paraná. Segundo informações do blog do festival, a Grafo já recebeu mais de 600 filmes e espera atingir a marca de 1000 inscritos. 

Para mais informações sobre as inscrições, mostras competitivas e oficinas, clique aqui.

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Os Caprichos de Goya

por Priscilla Scurupa 

Quando produziu a série de gravuras Os Caprichos, o pintor espanhol Francisco Goya estava surdo. Pelo pesado teor das imagens, seus conterrâneos alegavam que aquela mudança de temperamento do artista era apenas um reflexo da depressão e da melancolia que a doença o causara. Mas estavam errados. O problema de Goya não era a surdez inesperada, mas a indignação e a descrença absoluta na sociedade espanhola do século XVIII. 

Os Caprichos é uma coleção de 80 gravuras corrosivas e mordazes, verdadeiras sátiras dos valores, da religião e dos costumes espanhóis. Na série, belas donzelas, aristocratas e o clero dividem espaço com bestas em ambientes sombrios e delirantes. Os temas que abordou – prostituição, adultério, superstições - revelam as fraquezas e a verdadeira condição humana. 

Críticos afirmam que Goya é um dos precursores da arte moderna. De fato, é possível ver a influência de sua arte em várias gerações de artistas e movimentos, como o Romantismo francês, o Impressionismo, o Expressionismo alemão e o Surrealismo. 

A partir do dia 26 de janeiro, a série Os Caprichos pode ser vista no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. A exposição permanece até o dia 24 de abril. 

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30ª Oficina de Música de Curitiba

por Mateus Ribeirete

A 30ª Oficina de Música de Curitiba começou no dia 8. Por meio dela, já é possível conferir diversas apresentações musicais até 28 de janeiro, e obras audiovisuais no dia 29. Mais do que isso, quem se inscreveu está aproveitando os cursos ofertados em música erudita, antiga e MPB.

Com o lema “boa música nunca foi tão popular”, a organização fica responsabilizada pela prefeitura, enquanto Glauco Sölter, Janete Andrade, Osvaldo Teixeira, Rodolfo Richter e Sérgio Albach coordenam os eventos. Tradicional na capital paranaense, a Oficina de Música de Curitiba existe desde 1983 e recebe o apoio de várias instituições.

São várias as sedes dos espetáculos: Paço da Liberdade, Teatro Paiol, Canal da Música, Memorial de Curitiba, Cinemateca, Fnac, entre outros. Com certeza alguém está se apresentando perto de você até o dia 28. Vale a pena conferir!

Programação e outras informações aqui.

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Future Shorts Films Festival: democrático e sem fronteiras

Por Priscilla Scurupa

Uma seleção de curta-metragens premiados, disponibilizados a qualquer pessoa que se disponha a organizar uma sessão. O Future Shorts Films Festival começou em Londres em 2003 e hoje se espalha por mais de 50 cidades ao redor do mundo. Inovador e alternativo ao modelo tradicional de festivais do gênero, é reconhecido por cineastas, pela indústria e pela mídia internacional como um evento de ponta na promoção de filmes de curta duração. 

O objetivo do evento é reunir público, cineastas e colaboradores para promover a conexão e troca de ideias criativas. Assim, o Future Shorts Films Festival quebra barreiras e convenções, unindo diversas culturas em uma única experiência fílmica.

Esse ano, no Brasil, duas sessões serão exibidas: Rio de Janeiro (20 de janeiro, na Cinemateca do MAM) e Curitiba (29 de janeiro, no Blues Velvet Bar). Na programação, os curtas The Eagleman Stag, de Michael Please, vencedor do BAFTA de melhor curta de animação e ganhador do Prêmio Especial do Júri no SXSW; God of Love, de Luke Matheny, vencedor do Oscar de melhor curta metragem de 2011; Deeper Than Yesterday, de Ariel Kleiman, vencedor do Prêmio de Internacional de Curta-metragem do Festival Sundance; e Incident By a Bank, de Ruben Östlund, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim.

Sinopses e mais informações aqui.

Sessão no Rio de Janeiro

Local: Cinemateca do MAM – Avenida Infante Dom Henrique, 85

Data: 20 de janeiro de 2012 (sexta-feira)

Horário: 18h30 (abertura); 19h00 (sessão de filmes); 21h00 coquetel

Entrada: R$ 5,00 (incluso coquetel)

Obs.: A sessão será apresentada por Hernani Heffner (professor, pesquisador e preservador de cinema). 

Sessão em Curitiba

Local: Blues Velvet Bar - Rua Trajano Reis, 314

Data: 29 de janeiro de 2012 (domingo)

Horário: 18h (abertura); 18h30 (sessão de filmes); 21h (discotecagem)

Entrada: R$ 5,00 para a sessão de filmes ou R$ 7,00 somente para a discotecagem e R$ 10,00 para o passaporte - sessão de filmes + discotecagem.

Obs.: Após a sessão ocorrerá uma discotecagem de rock britânico com Cnrd Massami.

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Pequenas e grandes histórias

por Mateus Ribeirete

Entrevistas que viraram livro; livro que virou exposição. A série “Pequenas e grandes histórias de quem tem o que dizer”, realizada com personalidades do Paraná e publicada por 23 domingos na Gazeta do Povo, está aberta ao público no Museu Oscar Niemeyer desde dezembro.

As entrevistas, realizadas no ambiente casual de personagens cuidadosamente escolhidos, revelam histórias curiosas e fotografias excelentes: os retratos de Alexandre Mazzo, pessoais e delicados, completam textos muito bem direcionados. O livro, organizado por José Carlos Fernandes, pode ser inteiramente conferido aqui.

A mostra ficará na Torre da Fotografia do MON até o dia 26 de Fevereiro de 2012.

Horário: terça a domingo, das 10h às 18h
Preços: R$4,00 inteira e R$2,00 meia-entrada

++MON

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A nova graphic novel de Lourenço Mutarelli

Por Priscilla Scurupa

Depois de seis anos, Lourenço Mutarelli volta às trilhas por onde começou a traçar sua obra: os quadrinhos. No percurso de artista múltiplo, cinco romances, peças de teatros e roteiros de filmes. O roteiro de O Cheiro do Ralo é dele, a direção de arte de Nina, de Heitor Dhalia, também. Atuou nos dois longas como coadjuvante e em O Natimorto, de Paulo Machline, foi protagonista. Sempre um personagem de si mesmo. E não poderia ser diferente. A arte de Mutarelli é visceral, reflexo da personalidade melancólica e ao mesmo tempo poética do autor. Ele escreve, desenha e atua para exteriorizar sua solidão, dores e fracassos. Humano, demasiadamente humano. E justamente por isso, é mestre ao retratar nossa sociedade contemporânea. 

O retorno de Mutarelli à arte sequencial se dá com a aventura Quando Meu Pai Encontrou o ET Fazia um Dia Quente. A história é contada por um filho que resolve narrar os dias de luto do pai. Este levava uma vida pacata e previsível de aposentado da Companhia Telefônica. Passava o tempo colecionando fotos antigas e consertando máquinas de costura e de escrever. Até que, inesperadamente, sua esposa morre. A vida do homem comum sai dos trilhos e uma série de acontecimentos estranhos e inusitados toma conta de seus dias. 

Quando Meu Pai Encontrou o ET Fazia um Dia Quente experimenta com a linguagem tradicional das HQs. A trama espetacular do livro é realçada por imagens deslumbrantes, feitas de tinta acrílica em tons que reforçam o clima desolador e nonsense. Mutarelli também ousa na narrativa, usando as imagens de forma não-sequencial, criando um quebra-cabeça que exige a participação ativa da inteligência do leitor.

E no dia 14 de dezembro, quarta-feira, às 19h, Mutarelli lança em Curitiba sua mais nova criação. O encontro com os fãs para um bate-papo e sessão de autógrafos será na livraria Itiban Comic Shop. Evento gratuito e imperdível! Para ter um gostinho do que te espera por lá, um preview do livro narrado pelo próprio Mutarelli:

Lançamento de Quando Meu Pai Encontrou o ET Fazia um Dia Quente

Quando: Quarta-feira, 14 de dezembro, às 19h 

Onde: Itiban Comic Shop - Av. Silva Jardim, 845 – Centro

Telefone: (41) 3232-5367

Ingresso: Gratuito

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Vicentina: moda, design e arte em Curitiba

Por Priscilla Scurupa

Os arredores da rua Vicente Machado estarão mais agitados do que nunca nesse final de semana. Isso porque nos dias 10 e 11 de dezembro rola por lá a terceira edição do Vicentina, movimento cultural que une arte, moda, música e gastronomia. 

Da esquina com a Angelo Sampaio até a Brigadeiro Franco, lojas e estabelecimentos abrem suas portas para estilistas, designers e novas marcas. Além das compras de Natal e dos presentes exclusivos, é uma boa oportunidade para conhecer o trabalho desses artistas e se divertir com os shows e apresentações do evento. Tem dança de salão, jazz, exposição fotográfica, discotecagem, etc. 

Confira a programação completa:

Pegue sua bike e apareça!

As lojas participantes do Vicentina são: Endossa, Decormade, JPL Burguers, Lamb, Atelier Luis Lopes, Arad Tailored Jeans, Casual Bolsas, Caixeiro Vicente e Jean Louis David.

Vicentina 3ª Edição

Data: 10 e 11 de dezembro

Horário: Sábado (10/12) das 10h às 21h; domingo (11/12) das 14h às 21h

Local: Rua Vicente Machado

Ingresso: Gratuito

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