8º Curta 8 – Festival Internacional de Cinema Super8

A película Super 8 surgiu nos anos 60 e foi responsável pela democratização do fazer cinema. A Kodak, sua criadora, lançou-a no mercado com o slogan “aperte o botão que nós fazemos o resto” e promoveu uma verdadeira revolução na sétima arte. Nas décadas de 70 e 80, por seu baixo custo e facilidade de manuseio, o Super 8 se tornou o queridinho das produções caseiras e dos cineastas iniciantes ou não que queriam experimentar novas formas de produção.
A Caixa Cultural, buscando resgatar esse formato cinematográfico, promove de 03 a 07 de outubro o 8º Curta 8 - Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba. O evento, único na América Latina, apresenta quatro dias de programação gratuita em uma mostra competitiva e mostras paralelas, com mais de 60 filmes realizados em diversos países, além de debates e mostras especiais.

Os filmes serão exibidos em película e em digital. As produções em película fazem parte da Mostra Competitiva. Trata-se de uma proposta feita aos diretores participantes da Oficina de Super 8 para que filmassem em “tomada única”. Cada um deles recebeu um cartucho de Super 8 e, baseados em um roteiro livre, deveriam editar o material no gatilho da câmera. O resultado final é uma surpresa tanto para os realizadores, quanto para o público que for prestigiar o festival, pois os cartuchos são revelados pela organização e exibidos apenas no momento da sessão.
Haverá ainda três mostras especiais que resgatam momentos importantes na história do Super 8 no Brasil, com trabalhos dos primórdios do cinema gaúcho (filmes de Carlos Gerbase, Giba Assis Brasil e Nelson Nadotti), do francês radicado no Brasil, Raymond Chauvin e do paulista radicado no Rio de Janeiro, Clóvis Molinari Jr. O evento conta ainda com debates, o Dia do Filme Caseiro (domingo, 16h), que exibe filmes trazidos pelo público, e a oficina Lomokino (domingo, 16h), que ensina o público a fazer pequenos filmes em suporte analógico (negativos de 35mm).

Além disso, serão exibidos também filmes de diretores convidados, como Laís Bodanzky (diretora de Bicho de 7 Cabeças e Chega de Saudade), Martín Rejman e Rodrigo Moreno (diretores argentinos considerados importantes nomes da retomada do cinema de seu país) e Pablo Stoll (diretor uruguaio do consagrado Whisky).
Mais do que um exercício nostálgico, o Festival Super 8 resgata o prazer – talvez esquecido – de contar histórias de maneira despretensiosa e apaixonada. Vale a pena embarcar nesse processo de reencantamento pelo cinema.

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