Saul Bass em edição definitiva

“Os seus trabalhos definiram uma era. Destilaram a poesia do mundo moderno e industralizado. Deram-nos imagens cristalizadas de quem fomos e onde estivemos, e do futuro à nossa frente. Eram imagens que faziam sonhar. Ainda são”. As palavras de Martin Scorsese abrem o livro Saul Bass: A Life In Film and Design. Talvez você não reconheça pelo nome, mas com certeza lembra de algumas das célebres aberturas que Bass fez para os longas Um Corpo Que Cai (Alfred Hitchcock), O Homem do Braço de Ouro (Otto Preminger) e Quanto Mais Quente Melhor (Billy Wilder).
Antes de Saul Bass, poucos eram os espectadores que prestavam atenção à abertura dos filmes no cinema. Ele inclusive é considerado o reinventor do gênero por oferecer à audiência pistas sobre a trama que seguiria. Em O Homem do Braço de Ouro, por exemplo, os créditos iniciais chegaram a ser proibidos pelos donos das salas de exibição. No filme, um músico de jazz luta contra seu vício em heroína. Na abertura de Bass, um braço, símbolo máximo da dependência.

E seu legado não para por aí. Bass também assinou logomarcas de grandes companhias norte-americanas como Quaker Oats, Kleenex e United Airlines; criou a identidade visual dos postos de gasolina Esso; e desenhou capas de discos e anúncios.



Sendo assim, nada mais justo que uma obra totalmente dedicada ao homem e à lenda que, sem dúvida, é um dos maiores artistas gráficos do século XX. Quem assina a organização de Saul Bass: A Life In Film and Design é Jennifer Bass, filha do designer, e Pat Kirkham, historiadora. Em mais de 400 páginas, uma retrospectiva da carreira de Bass com cerca de 1400 ilustrações, muitas inéditas.



Uma bela opção de presente de Natal. Ainda não tem em português, mas você pode comprar pela internet aqui.
