Criaturas da criatura
por Mateus Ribeirete

Mary Shelley publicou Frankenstein ou o Moderno Prometeu em 1818, escrito ao fim de sua adolescência. A terceira edição do romance, já numa editora maior, em 1831, tratou de popularizá-lo, iniciando um legado que influenciou histórias românticas e de terror.

A história também se tornou o símbolo mais famoso para o dilema criador x criatura. Isaac Asimov, expoente da ficção científica, até cunhou a expressão “síndrome de Frankenstein” para se referir ao medo recorrente de que a tecnologia domine seus criadores.


Embora o monstro tenha se imortalizado como Frankenstein, ele nunca teve um nome para si. Sua nomenclatura veio de Victor Frankenstein, o criador. Para celebrar os oitenta anos de um dos personagens mais famosos da história, oitenta artistas desenvolveram oitenta bustos, recriando a própria criatura no projeto It’s Alive.

Os bustos estão em exposição no CityArts Factory, em Orlando, Flórida. Cada um deles será leiloado e a arrecadação será repassada ao hospital St. Jude Children’s Research Hospital, especializado no tratamento de doenças infantis.
